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23 de Agosto de 2017

A Câmara dos Deputados e a República dos Bananas, a divisão da casa de leis em grupos de interesse

O espetáculo da falsa democracia numa falsa moralidade política. O que esperar do futuro desse país?

Danilo Mariano de Almeida, Estudante de Direito
há 19 dias


“Tenho vergonha do Congresso!”, “Tenho vergonhas desses políticos!”, “País de Ladrão!”, “Povo tudo feito de idiota”, “República de Bananas!”, “Esses políticos não me representam!”, entre outros chavões bombaram nas redes sociais ontem durante e após a votação da admissibilidade da denúncia do Procurador Geral da República Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer.

Uma sessão que durou várias horas e uma votação bastava somente dizer “sim” ou “não”, vários fatos curiosos puderam ser observados, até mesmo sérios opositores como Jair Bolsonaro e Jean Willys votando do mesmo modo, pela admissão da denúncia.

Mas, observando sob uma outra ótica, somente pudemos observar uma Câmara dos Deputados que pouco se importa com a situação do país, preocupando-se somente com a situação de manutenção do poder.

Podemos separar a Câmara dos Deputados em quatro grupos, sendo um deles composto por no máximo 10 (dez) membros, isso chutando muito alto ainda.

Num primeiro momento temos o “Grupo Opositor”, grupo este liderado principalmente por membros do PT e com os ideais de esquerda, pouco preocupados com a situação do país, buscando somente uma espécie de vingança para o que chamam de golpe e pedindo a inconstitucional “Diretas Já” para poder, se forma sorrateira, tentar eleger Lula para livrá-lo de uma futura prisão, bem como para tentar implantar os ideais da esquerda para tornar o Brasil um país comunista.

No segundo momento temos o “Grupo do Governo”, grupo este que possui valor, não valor ético e moral, mas valor monetário. Foram claras as liberações de verbas parlamentares para que o governo tivesse o apoio desses membros do congresso. Veja, neste grupo não houve interesses voltados à nação ou ao ideal da esquerda, mas sim ao ideal do bolso, pouco importando os eventos futuros.

Ah! Mas no terceiro momento nós teríamos um grupo decente, pois foi contra o governo e não havia ideais fortes de esquerda e eram contra o Lula, como a metade do PSDB, por exemplo.

ERRADO! Neste terceiro grupo temos aqueles que se importam menos ainda com a nação brasileira. Podemos até chamar esse grupo de “Não sei, Nem Eu”, pois são aqueles parlamentares que quiseram somente fazer bonito para garantir uma boa imagem nas próximas eleições dizendo “Votei a favor do impeachment e contra o governo do Michel Temer. Assim, estou lutando pelo Brasil”, quando na verdade só está interessado em se eleger nas próximas eleições, não aceitou a proposta do governo para não “manchar” a sua imagem, mas também não se posiciona a favor da esquerda política, por causa do partido. É o típico “em cima do muro”.

Nossa, mas então não existe esse quarto grupo que você fala, porque todos ali pensam em si mesmos.

Por incrível que pareça e por mais difícil que seja acreditar, há sim um grupo, mesmo que muito pequeno, que votou contra o governo na busca de um país melhor. Mas, não pense que foram muitos parlamentares, pois não foram. Esse grupo não chega a 15 (quinze) membros, sem sombra de dúvidas e isso estou chutando muito alto ainda, pois como disse acima, creio que não chegam a 10 (dez) parlamentares.

A nossa realidade é esta. Um congresso desmoralizado perante o povo, sem confiança popular e sem credibilidade.

Como se não bastasse, conseguimos achar o fundo do poço, mas não contentes com isso, sendo ainda mais persistentes, até mesmo por sermos brasileiros e não desistirmos nunca, conseguimos cavar além do fundo do poço e irmos cada vez mais fundo quando se trata de política.

A pergunta é, “Quando isso irá mudar?”

Na minha opinião, NUNCA!

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